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Segurança no condomínio: 11 perguntas para o síndico se fazer

Segurança no condomínio. Este é um tema que o síndico precisa estar sempre atento para manter a tranquilidade dos moradores.

Se você, síndico, acabou de assumir o condomínio e está cheio de energia para colocar a casa ordem, ou melhorar o bom serviço que o síndico anterior vinha fazendo, com certeza vai ter que dedicar tempo e atenção a este tema.

Por mais que você eventualmente já more no local, há sempre a necessidade de um aprofundamento sobre o que vem sendo feito em termos segurança para que os moradores fiquem protegidos.

Para ajudar você neste processo, preparamos um check list com 11 perguntas sobre segurança no condomínio que todo síndico deve se fazer (e, de preferência, que saiba responder de pronto).

Segurança no condomínio

 Veja:

1) Eu conheço em detalhes como é feito a segurança no condomínio?

Ter câmeras espalhadas por várias áreas do condomínio não quer dizer, necessariamente, que o espaço está protegido. Muitas vezes o síndico assume a função e não toma o cuidado de fazer um completo levantamento de quais recursos estão disponíveis para proteção dos moradores e do condomínio em si.

É importante fazer o mapeamento do sistema de proteção que está instalado, qual é a empresa que instalou, como é a manutenção, quem controla, o qual o grau de confiabilidade, os custos etc.

 

2) O sistema de controle de acesso instalado no condomínio é a melhor opção para o nosso caso?

Os condomínios são organizações vivas e cheias de particularidades que os diferenciam, e muito, uns dos outros. Não é porque o condomínio vizinho implantou um determinado sistema que você também precisa fazer igualzinho.

Número de unidades, número de moradores, perfil das pessoas, localização, número de áreas comuns, entre outros aspectos, são determinantes para se configurar o sistema de controle de acesso ideal.

Analise junto ao seu conselho se o sistema instalado tem dado conta ou se já não está na hora de avaliar outras soluções.

 

3) Com qual freqüência estamos atualizando o sistema de segurança no condomínio?

Ainda mais nos dias de hoje, os sistemas de proteção de um condomínio, nos mais variados modelos, estão em constante evolução. Não dá para optar por um modelo e não levar em conta a sua capacidade de atualização.

Da mesma forma, uma vez escolhido o sistema, é preciso ficar atento aos prazos para verificação de novidades e atualizar o que for possível para que a eficácia da proteção seja mantida. Por isso, opte sempre por produtos que ofereçam a possibilidade de atualização sem precisar trocar tudo.

 

4) Qual o número exato de moradores e de visitas mensais no meu condomínio? 

Um bom sistema de controle de acesso tem que levar em conta a sua capacidade em relação ao que vai ser controlado. Em condomínios grandes, com muitas áreas e pontos a serem monitorados, as demandas podem exigir um sistema mais robusto, que tenha capacidade de cadastrar usuários, registrar acessos e ser facilmente consultado a qualquer momento e sem ficar vulnerável a panes constantes.

Se o síndico não sabe quantas pessoas entram e saem por dia ou por mês do condomínio e quantas acessam às áreas internas, pode estar cometendo erro de avaliação quanto ao sistema implantado.

 

5) Temos os dados registrados de todos os moradores e de todos os visitantes?

O condomínio precisa guardar os registros de acessos em todos os pontos para eventuais necessidade de verificação, em caso de roubos e assaltos, por exemplo.

Daí a importância de um sistema de controle de acesso, como o biométrico, que ofereça este benefício no pacote de soluções.

 

6) Os dados são arquivados no próprio condomínio ou em um local remoto?

De nada adianta ter os dados de acesso guardados se eles podem ser perdidos facilmente. Hoje em dia é essencial que haja um backup externo, de preferência na nuvem, em ferramentas como o Google Cloud.

Assim, mesmo que o backup no condomínio seja danificado por bandidos ou por problemas técnicos, uma cópia poderá ser solicitada rapidamente à empresa responsável pelo controle de acesso.

 

7) Está havendo falhas no controle de acesso?

Constantemente pessoas entram no condomínio sem serem registradas? Há casos de assaltos ou outros problemas com estranhos pelo condomínio? Há problemas em relação à ocupação das vagas de garagens? Menores de idade têm livre acesso a áreas como piscina, academia e salão de jogos?

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Se está respondendo sim para estas questões, o seu condomínio está com sérios problemas de controle de acesso e precisa rever urgentemente o modelo adotado, caso tenha um. Se não tem ainda, está mais do que na hora de avaliar a contratação

 

8) Estamos fazendo reuniões frequentes com os responsáveis pela segurança para avaliar e corrigir eventuais falhas?

 Se está havendo problemas, a melhor medida a ser tomada é conversar e cobrar os responsáveis pela implantação do sistema de controle de acesso e as pessoas responsáveis pela segurança no condomínio para uma avaliação e urgente correção.

Conversar habitualmente sobre o assunto ajuda a dissipar a ideia de cuidado permanente. Assim, todos os que cuidam da segurança, e os moradores, ficam mais antenados em manter os olhos abertos quanto à eficácia da proteção. 

 

9) Os moradores têm conhecimento de como é a segurança no condomínio?

De nada adianta ter um bom sistema de segurança se os moradores não entendem o processo e não colaboram para o perfeito funcionamento.

Se vivem esquecendo cartões, senhas ou pedindo constantemente para os porteiros liberarem o acesso deles e de visitantes, a  estrutura pode estar comprometida e vulnerável à entrada de pessoas não autorizadas.

 Cabe ao síndico e ao conselho de segurança deixar muito claro nas reuniões e em todo o tipo de comunicado que cada morador é parte essencial na engrenagem que faz a segurança funcionar.

Boa parte das estatísticas de ocorrências nos condomínios está ligada a falhas humanas na proteção, e muitas destas falhas são atribuídas diretamente a moradores.

 

10) Os porteiros  estão  seguindo corretamente as instruções para o perfeito controle de acesso?

Se os moradores podem contribuir para as falhas na segurança, os porteiros mais ainda.

O controle de entrada e saída de pessoas no condomínio só funciona se todas as partes envolvidas neste processo forem conscientes da importância de se seguir as normas.

É preciso ficar atento para ver se os porteiros não estão abrindo exceções com determinados moradores, visitantes habituais e até com desconhecidos. Lembre-se: os bandidos estão sempre atentos e a espera de uma simples falha para agirem.

 

11) O condomínio tem procedimento padrão para recebimento de produtos?

Nem que o morador já conheça o entregador de pizza há dez anos, em hipótese nenhuma deve-se deixar fazer a entrega diretamente no apartamento ou na casa.

Qualquer que seja a entrega, ela deve ser feita ao morador na portaria. Essa é uma regra que condomínios vêm utilizando e que ajuda muito no controle de acesso.

Mas é importante que o condomínio tenha bem estipuladas as normas em assembleias e em comunicados de fácil acesso aos moradores. E estes comunicados precisam ser repetidamente repassados, tanto para a reforçar a conscientização de quem já conhece as normas,quanto para a informação de quem acabou de se mudar para condomínio.

 

Conclusão

Garantir a segurança no condomínio não é simples. Mas fica mais fácil se o síndico e os responsáveis por manterem a ordem estiverem bem atentos quanto a todos os detalhes indispensáveis para o sucesso na proteção. O principal é não baixar a guarda e avaliar e reavaliar constantemente todos os processos e passos necessários para a segurança. 

 

Segurança no condomínio: 11 perguntas para o síndico se fazer

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